Dia Internacional das Mulheres: Mulheres que revolucionaram a TI

Esse post é em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, selecionamos algumas mulheres da área de Tecnologia da Informação  responsáveis pela criação de importantes ferramentas que conseguiram encurtar guerras, levar o homem à lua, revolucionar o envio de mensagens e a computação.
Enquanto no mundo dos negócios e nas áreas de humanas a presença feminina é cada vez mais expressiva, a tecnologia, entretanto, continua sendo um campo na qual a presença de mulheres ainda está longe do ideal. Mesmo assim, a área se desenvolveu consideravelmente ao longo dos anos graças a contribuições de grandes mulheres.
62-2Augusta Ada Byron – Lady Lovelace
Augusta Ada Byron nasceu em Londres, filha do famoso poeta inglês Lord Byron e de Ann Isabella Milbanke, uma matemática cujo título era Princesa dos Paralelogramos. É conhecida como a primeira programadora da história e ajudou Charles Babbage no desenvolvimento da primeira máquina de cálculo, além de ser a responsável pelo algoritmo que poderia ser usado para calcular funções matemáticas. Atualmente, na segunda terça-feira de outubro, é celebrado o “Ada Lovelace Day”, que tem como objetivo lembrar os feitos do sexo feminino nas ciências, tecnologia, engenharia e matemática.
62-3“As garotas do ENIAC”
Kathleen McNulty, Mauchly Antonelli, Jean Jennings Bartik, Frances Synder Holber, Marlyn Wescoff Meltzer, Frances Bilas Spence e Ruth Lichterman Teitelbaum foram as selecionadas para programar o Electronic Numerical Integrator and Computer (ENIAC). O objetivo era criar o primeiro computador eletrônico e digital para a Segunda Guerra Mundial, mas não havia linguagem de programação, software, e nem sistema operacional. Elas só tinham os diagramas, esquemas de como as coisas deveriam funcionar.O ENIAC não ficou pronto a tempo de ser usado para a Guerra. No entanto, quando ele foi revelado à imprensa e ao público em 1946, as mulheres nunca foram citadas pelo trabalho feito. Elas foram as responsáveis por dar o pontapé inicial em muitos protocolos usados ainda hoje.
62-4Margaret Heafield Hamilton
É uma cientista da computação, engenheira de software e empresária. Foi diretora da Divisão de Software no Laboratório de Instrumentação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que desenvolveu o programa de vôo usado no projeto Apollo 11, a primeira missão tripulada à lua. Foi graças a ela que Neil Armstrong e Buzz Aldrin puderam dar um passeio na lua. Na NASA, a equipe de Hamilton foi responsável por estar à frente do software de orientação de bordo da Apollo, necessário para navegar e pousar na lua, e suas variações usadas em várias missões (incluindo a Skylab, posteriormente). Ela é creditada por ter criado o termo “engenharia de software”.
62-5Grace Hopper

Grace Hopper foi a maior analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos, entre os anos de 1940 e 1950. Ela foi também uma das primeiras mulheres no mundo a ser PhD em matemática. Hopper foi uma das pioneiras em um contexto profissional predominado por homens. Ela criou o primeiro compilador e desenvolveu a Flow-Matic, a primeira linguagem de programação que o mundo conheceu, e que serviu para a invenção do COBOL.
62-6Joan Clarke 
Foi a única mulher a trabalhar no projeto de decodificação das máquinas Enigma ao lado de Turing. Estudou na Universidade de Cambridge e foi recrutada por um coordenador da instituição para entrar na Government Code and Cypher School (GCCS). Embora ela não tenha procurado ser o centro das atenções, seu importante papel no projeto Enigma, que decifrou as comunicações secretas da Alemanha nazista, lhe valeu prêmios e citações, como a nomeação como Membro da Ordem do Império Britânico (MBE), em 1947. Joan foi retratada no filme “O Jogo da Imitação”, que fala sobre o período da construção da máquina Enigma.
62-7-1Hedy Lamarr

Mais conhecida pelas suas atuações em Hollywood, Lamarr foi uma pioneira no campo das comunicações sem fio. Junto com o inventor George Antheil, ela desenvolveu um sistema de comunicações secreto para ajudar os aliados a combater os nazistas da Segunda Guerra Mundial. O invento captava as frequências de rádio manipuladas pelo sistema em intervalos irregulares entre transmissão e recepção. Isso forma um código inquebrável que evita que mensagens sejam interceptadas pelos inimigos.  Lamarr recebeu a patente da invenção em 1941, porém ela só foi implementada pela primeira vez durante a Crise dos Mísseis de Cuba. Além de o uso militar, o sistema serviu de base para a atual telefonia celular.
62-8-1Radia Perlman
Conhecida como a “Mãe da Internet”, foi a cientista da computação responsável pela criação do protocolo Spanning Tree (STP), que permite que a comunicação entre dois ou mais computadores seja possível. Por ser uma das únicas mulheres de sua turma a conseguir se formar, Radia também é uma forte defensora da inserção feminina na tecnologia, por acreditar que a pluralidade de opiniões e vivências pode enriquecer a experiência virtual.
62-9Jean E. Sammet

Jean nasceu em 1928 nos Estados Unidos e formou-se em matemática em 1948. Trabalhando como cientista da computação, Jean entrou na IBM em 1961. E foi na Big Blue que contribuiu imensamente para a área ao desenvolver a linguagem de programação FORMAC (Formula Manipulation Compiler). A linguagem é considerada uma extensão da família FORTRAN (Formula Translation System) e permite realizar cálculos matemáticos avançados e ajudou a firmar o inglês como língua padrão da programação. Jean é mais uma mulher que fez parte do desenvolvimento do COBOL. Essas mulheres lutaram contra muitos preconceitos e desconfianças, mas realizaram trabalhos que modificaram a sociedade que vivemos. Atualmente, muitas profissionais pelo mundo atuam para transformar o mercado, tornar a tecnologia mais fácil e acessível, para quebrar cada vez mais paradigmas, possibilitando que esses exemplos de mulheres vitoriosas deixem de ser exceções e passem a ser regra.
Para qualquer um que considere seguir uma carreira em Tecnologia da Informação (TI), caminhos e oportunidades de emprego são abundantes. No entanto, a participação feminina na área continua abaixo do esperado no Brasil.
62-7O levantamento, com base nos dados da Relação Anual de Informações Anuais 2015 (RAIS), observou que hoje no Brasil as mulheres representam  apenas 21% do total de profissionais contratados por empresas do setor de TI. Mesma média do Estado de São Paulo, que concentra 50% das vagas de TI do País. O destaque ficou por conta do Estado do Rio de Janeiro que apresentou um percentual um pouco acima da média nacional, com 22% de mulheres contratadas na área.
62-8Quando se fala de empresas de outros segmentos, mas que também contratam profissionais de TI, os números já são mais positivos. A média nacional sobe para 23%, São Paulo se mantém estável com 21% e o Rio de Janeiro salta para 25% de mulheres contratadas.
A baixa participação feminina na TI não é uma exclusividade do Brasil, mesmo em países com o mercado mais amadurecido, como no caso dos Estados Unidos, a presença das mulheres no setor de tecnologia não ultrapassa 26%.

A conclusão é que é preciso unir esforços para incentivar e despertar o interesse vocacional das mulheres pelas carreiras da Tecnologia da Informação e, consequentemente, reduzir essa diferença.

Fonte: TI Rio

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Como se tornar um gerente de projetos

Artigo feito por Prof. Luiz Alves de Lima Neto, MsC, PMP.

Depois de várias aulas ministradas em MBAs de gerenciamento de projetos percebi que uma pergunta é recorrente: “Professor, eu quero trabalhar como gerente de projetos, mas todos os processos seletivos pedem experiência prévia. Como vou ganhar experiência se ninguém quer contratar um gerente de projetos sem experiência?
Bem, a primeira coisa que preciso falar é que isso não é exclusividade da atividade de gerente de projetos. A exigência de experiência prévia é característica de quase todas as atividades que requerem maturidade e exigem muita responsabilidade de quem as desempenha. Mas isso não responde a pergunta, né?
Pois bem, se a função exige experiência, então vamos construí-la. Isso mesmo! Você entendeu certo. Vamos construir a sua experiência. E como se constrói experiência? Praticando! Então, vamos encontrar formas de colocar em prática seus conhecimentos em gerenciamento de projetos. Abaixo, apresento algumas dicas que vão te ajudar nesse processo:

Se você já está no mercado de trabalho, mas não é gerente de projetos e esta função ou cargo não existem na sua empresa

Procure identificar dentro do seu setor/departamento/área que tipo de iniciativas podem ser tratadas como projetos. Lembre-se, projetos precisam ter início e fim definidos e gerar resultados únicos ou exclusivos! Não confunda projetos com operações. Vai pegar mal 😉
Uma vez identificada a oportunidade, converse com seu time (envolva seu líder/chefe/superior…) e sugira tratar essa iniciativa como um projeto. Para conquistá-los, apresente as vantagens de conduzir esta ação como um projeto. Neste momento, a dica é já apresentar um canvas do projeto. É! Utilize o Project Model Canvas (http://www.pmcanvas.com.br/) para apresentar como você vê a iniciativa. Tente estabelecer o objetivo smart, as justificativas, identificar preliminarmente os stakeholders, os riscos, premissas e etc. Sugiro não entrar nos custos, apenas liste os recursos necessários e as quantidades.
Quer saber se a estratégia está funcionando enquanto você apresenta? Veja se eles analisam seu PMC e começam a contribuir com ele, tentando melhorá-lo. Se isso acontecer, parabéns, você está no caminho certo. Mas, se você achar que a estratégia não funcionou, não fique no achismo. Em um outro momento, peça para conversar 15 min com seu gestor. Peça feedbacks sobre a sua iniciativa e o que você poderia ter feito para melhorá-la. Pergunte se você pode voltar a tentar, mesmo que em outra iniciativa. Se a resposta for sim, ótimo, ganhamos uma segunda chance! Se for não, reflita bem sobre o que você quer da sua carreira profissional. Se você realmente quer ser gerente de projetos, é melhor repensar sua carreira neste setor ou até mesmo nesta empresa. Não se preocupe em falhar neste momento, afinal você está aprendendo. No mínimo, você vai chamar atenção dos seus pares e superiores.

Se você está no mercado de trabalho, não é gerente de projetos e esta função ou cargo já existe na sua empresa.

Aqui o processo é mais simples. Converse com a pessoa que desempenha a função de gerente de projetos e compartilhe com ela seu desejo profissional. Ofereça-se (sempre alinhando com seu gestor imediato) para auxiliá-la nas atividades. Quer uma dica? Disponibilize-se para  acompanhar algumas reuniões e elaborar as atas. Você ganhará uma excelente oportunidade para observá-la em atuação. Sugira também que você atualize alguns planos de projetos ou que acompanhe as datas de vencimento das ações de riscos. São atividades simples, mas que consomem muito tempo.
Caso você não obtenha êxito, fica valendo a mesma dica do cenário 1: peça para conversar 15 min com seu gestor e solicite feedbacks sobre a sua iniciativa e o que você poderia ter feito para melhorá-la. Pergunte se você pode voltar a tentar, mesmo que em outra iniciativa. Se a resposta for sim, ótimo, temos uma nova chance! Se for não, reflita bem sobre o que você quer da sua carreira profissional. Se você realmente quer ser gerente de projetos, é melhor repensar sua carreira nesta área ou até mesmo nesta empresa.

Se você não está no mercado de trabalho

Se você está fora do mercado, calma!!!! Há esperança! Não é tão difícil encontrar situações onde você consiga aplicar seus conhecimentos e começar a sedimenta-los. A dica é: busque ganhar experiência participando de trabalhos voluntários! Não precisa ser dentro de uma empresa. Sua igreja, seu centro comunitário, seu condomínio, sua família são excelentes locais para encontrar cases. Já imaginou, potencializar o resultado de um projeto social? As vezes, as pessoas que conduzem estas iniciativas são cheias de boa vontade, possuem um coração enorme e conseguiriam ajudar muito mais gente se soubessem lidar bem com as restrições dos projetos que estão à frente. Mas para isso, primeiro elas precisam saber o que é um projeto! Talvez elas não saibam, mas você sabe 😉 Te garanto uma coisa: além da experiência em si e do networking que este tipo de iniciativa proporciona, seu coração vai estar transbordando de alegria por adquirir conhecimento e potencializar resultados deste tipo de iniciativa.
Se você estiver se perguntando se isso vai te ajudar no próximo processo seletivo, vou ser bem realista na resposta. Se você estiver competindo com alguém que já teve experiência profissional como GP, provavelmente ela levará vantagem sobre você, mas já não será tão grande quanto seria se você ainda estivesse zerado de experiência. Insista nesta estratégia, pois mais cedo do que você imagina, você vai ser entrevistado por alguém que vai captar sua confiança (que normalmente não aparece quando você não tem experiência) e sua dedicação a belas causas. Esses dois fatores vão deixar seu currículo bem mais competitivo para os próximos desafios e sua hora vai chegar!
Espero que um dia os nossos projetos se cruzem 😉
Abraço a todos e boa sorte!!!

Fonte: Linkedin Luiz Alves

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C-Lab: Projetos Inovadores para o MWC 2017

A incubadora de tecnologia da Samsung, o Laboratório Criativo (C-Lab), já desenvolveu maravilhas como um cinto que acompanha sua cintura e uma “correia inteligente” que transforma a ponta do dedo em um fone de ouvido .
No dia 21 desse mês, a Samsung Electronics anunciou que apresentará no Mobile World Congress (MWC) quatro inovadores projetos do C-Lab, oferecendo um amplo espectro de experiências através da Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR), duas das mais importantes tendências tecnológicas atuais. Os projetos serão exibidos em 4 anos a partir de agora, uma plataforma para empresas iniciantes, com potencial para exibir no MWC daqui a quatro anos, para apresentar, bem como conectar-se à rede com os investidores.
Criado em dezembro de 2012, o C-Lab é um programa de incubação de empreendimentos internos que incentiva uma cultura corporativa criativa e nutre ideias inovadoras dos funcionários da Samsung. O programa apoia o desenvolvimento de inventar ideias de todas as áreas do negócio.
Os produtos em exposição incluirão:

Relúmĭno

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Relúmĭno é um aplicativo de ajuda visual que funciona incorporado com Gear VR para pessoas cegas e deficientes visuais que lhes permitem ler livros e assistir TV com novos níveis de clareza. Ele funciona como um aplicativo móvel que, quando inserido no Samsung Gear VR pode melhorar visuais e texto para que possam ser apreciados em melhor qualidade. A tecnologia ainda tem a capacidade de remapear pontos cegos deslocando imagens e usa um gráfico de grade Amlser para corrigir imagens distorcidas causadas por metamorfopsia. O Relúmĭno permite que pessoas visualmente desafiadas assistam à TV sem usar as caras ferramentas visuais atualmente disponíveis no mercado.

Monitorless

Monitorless é uma solução de controle remoto VR / AR que permite aos consumidores usar dispositivos como smartphones e PCs sem um monitor. A solução consiste em um par especial de óculos que se assemelham a óculos de sol regular. Eles são usados para exibir o conteúdo de outros dispositivos, como smartphones e PCs, e podem ser usados tanto para Realidade Aumentada (AR) quanto para Realidade Virtual, graças ao vidro electro-cromado apresentado nos óculos. Monitorless aborda o fato de que não há suficiente conteúdo de AR e VR atualmente disponível e também permite aos usuários jogar jogos de alta capacidade de PC em um dispositivo móvel.

VuildUs

VuildUs é uma solução de mobiliário que permite aos usuários ver como seria uma nova compra de móveis e se caberia no quarto antes de comprá-lo. Consiste em uma câmera de profundidade de 360 graus e um aplicativo móvel para dispositivos compatíveis com VR. Primeiramente, os usuários conectam ambos os dispositivos e fazem a varredura de sua casa usando a câmera. Esses dados são usados para construir uma versão VR da casa do usuário, onde o usuário pode então entrar ao usar um fone de ouvido VR. Eles podem ver itens de mobiliário em 3D, e comprá-lo no local. A solução elimina a necessidade de medir o espaço antes de comprar móveis, porque permite-lhes ver se ele iria caber em tempo real.

TraVRer

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TraVRer é uma plataforma de vídeo de 360 graus que permite aos usuários experimentar viagens virtuais realistas antes e depois de uma viagem na vida real. Aqueles que usam a plataforma são capazes de visitar marcos e lugares famosos em todo o mundo, mas com o humor, ruídos e eventos capturados. Os usuários podem alternar entre diferentes vídeos para ir em direções diferentes ou ver o local em uma hora específica do dia, tudo sem a necessidade de navegar em menus para opções de vídeo alternativas.
“Continuamos a apoiar novas ideias e criatividade, especialmente quando estas características podem levar a novas experiências para os consumidores”, disse Lee Jae Il, vice-presidente do Centro de Criatividade e Inovação da Samsung Electronics. “Estes últimos exemplos de projetos de C-Lab são um lembrete de que temos algumas pessoas empreendedoras talentosas que não têm medo de abrir novos caminhos. Estamos ansiosos para continuar a explorar novas aplicações para VR e vídeo de 360 graus, porque há infinitas possibilidades nesta área. “

Fonte: Samsung NewsRoom 

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Cyborg: Fusão entre Inteligência Artificial e Inteligência Biológica

Como os humanos podem permanecer relevantes em uma era de inteligência artificial? Elon Musk acha que os cyborgs são a resposta. Veja mais um pouco sobre essa ideia:

Laço Neural

Em um tweet, o CEO da Tesla e SpaceX falou sobre um sistema de cérebro-computador que liga cérebros humanos a uma interface de computador (um “laço neural”). Musk mencionou pela primeira vez o conceito de laço neural (a adição de uma camada digital de inteligência ao cérebro humano) na Conferência de Código do Recode no ano passado. O sistema cérebro-computador criaria uma “simbiose com máquinas”, disse Musk, de acordo com a TechCrunch.

“Nós já somos um cyborg, quero dizer, você tem uma versão digital ou parcial de si mesmo na forma de seus e-mails e suas mídias sociais e todas as coisas que você faz, e você tem basicamente superpotências com o seu computador e seu telefone e as aplicações que estão lá “, Musk disse na conferência.

Ao construir essa conexão com os computadores, Musk disse que os humanos seriam capazes de acompanhar os avanços da inteligência artificial. À medida que computadores complexos desenvolvem inteligências virtuais, Musk advertiu que os seres humanos poderiam ser muito inferiores.

Em comparação com os computadores, Musk disse que a limitação fundamental dos seres humanos é a entrada / saída. O nível de saída humano é incrivelmente lento (como usar dois polegares para digitar em um telefone) de acordo com Musk, em comparação com a velocidade com que os seres humanos recebem informações.

“Efetivamente a fusão de uma forma simbiótica com a inteligência digital gira em torno de eliminar a restrição I / O, que seria algum tipo de interface cortical direta”, disse Musk.

Fusão de inteligências

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Recentemente no dia 13 de fevereiro, o CEO da Tesla e da SpaceX discutiu a necessidade de uma “fusão de inteligência biológica e inteligência digital” durante uma palestra ontem na Cúpula Mundial do Governo em Dubai, informou CNBC.

Uma das principais vantagens que os computadores têm sobre os seres humanos é a velocidade com que eles podem enviar informações, disse Musk. Enquanto os seres humanos são limitados pela velocidade de seu tipo, um computador pode enviar informações em “um trilhão de bits por segundo”, disse Musk. À medida que a inteligência artificial se torna mais avançada, os seres humanos também precisarão evoluir para permanecer relevantes, acrescentou.

“Alguma interface de alta largura de banda para o cérebro será algo que ajuda a conseguir uma simbiose entre inteligência humana e de máquina, e talvez resolva o problema de controle e o problema de utilidade”, disse Musk sobre a necessidade de os seres humanos combinarem suas mentes com computadores, Para CNBC.

Musk discutiu anteriormente um sistema que poderia ligar cérebros humanos a uma interface de computador. Este chamado “laço neural” conceito, que iria adicionar uma camada digital de inteligência para o cérebro humano, foi mencionado pela primeira vez na Conferência do Código Recode no ano passado. Desde que introduziu a idéia, Musk sugeriu o progresso da interface e discutiu mais adiante seus pontos de vista sobre um futuro artificialmente inteligente.

Musk também expressou seu medo de “AI profunda”, explicando que uma inteligência geral artificial seria “mais inteligente do que o mais inteligente humano na Terra”. Embora esta tecnologia não seja uma ameaça imediata, Musk disse que a combinação de cérebros humanos com a inteligência da máquina garantirá a relevância da humanidade.

No entanto, um aspecto da IA que é uma ameaça imediata é o deslocamento de empregos, disse Musk. Durante a palestra da Cúpula Mundial do Governo, Musk especificamente observou que com carros autônomos, uma indústria em que Tesla é líder, AI irá deslocar as pessoas para dirigir-focado posições como motoristas de caminhão, motoristas de entrega e motoristas de táxi.

“O impacto mais próximo do ponto de vista tecnológico são os carros autônomos”, disse Musk na Cúpula, de acordo com a CNBC. “Mas há muitas pessoas cujos postos de trabalho devem dirigir. Na verdade, eu acho que pode ser o maior empregador de pessoas … dirigindo de várias formas”.

Musk estimou que 12% a 15% da força de trabalho global será fora de um trabalho depois que os veículos autônomos AI assumir funções de condução, informou a CNBC.

Fonte: CNBC

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O que são Interfaces Homem-Máquina e por que elas estão se tornando mais importantes?

À medida que a Internet das Coisas cresce, a maneira como interagimos com os dispositivos mudará – causando uma modernização das interfaces que as controlam.

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A tecnologia de engenharia está vivendo no mundo da interconectividade. A Internet das Coisas (IoT) é uma tendência dominante, com produtos industriais e de consumo sendo conectados via internet. Para operar esses dispositivos, as interfaces homem-máquina (HMIs) estão se tornando mais sofisticadas. Conversamos com quatro especialistas no mundo da HMI para nos ajudar a explicar o básico.

Chirayu Shah, Rockwell Automation, líder de programas comerciais para o software HMI
Lisa Bettes, Rockwell Automation, gerente de produto para interface eletrônica do operador
Reid Beilke, Beckhoff Automation, especialista em produtos para PCs industriais
Alan Cone, Siemens, SIMATIC WinCC gerente de marketing

O que define a tecnologia HMI (Interface Homem-Máquina)?

Beilke: HMI, em seus termos mais simples, inclui qualquer dispositivo ou software que permite que você interaja com uma máquina. Isso pode ser tão simples e onipresente quanto o monitor de toque único tradicional montado em uma máquina ou tão tecnologicamente avançado como um painel de controle multi-touch-enabled ou mesmo tecnologia móvel conectada, como smartphones e smartwatches.

Shah: A IHM é considerada uma interface que permite aos seres humanos interagir com a máquina. Exemplos de aspectos físicos de HMI podem ser uma máquina com touch display, um botão de pressão, um dispositivo móvel ou um computador com um teclado.

Como a HMI melhora os sistemas atuais?

Beilke: Do ponto de vista industrial, o aspecto mais valioso da tecnologia HMI é a capacidade de acompanhar de perto a produção e responder a demandas de produção em mudança, o que melhora a eficiência e diminui o tempo de inatividade. Esses benefícios são resultado de diagnósticos e monitoramento aprimorados.

Bettes: Uma solução HMI adequadamente projetada não só melhora a produtividade para o operador, mas também fornece a linha de visão no sistema para controlar ou manter a máquina. Alarming é um ótimo exemplo de uma função HMI que fornece indicadores visuais do problema de uma máquina e sua gravidade.

Como a HMI se relaciona com a tecnologia Internet das Coisas (IoT)?

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Shah: As soluções HMI tradicionais eram terminais isolados isolados que foram implantados por um OEM como parte de uma máquina. Novas soluções HMI são pré-configuradas para enviar dados para a nuvem ou uma solução on-premise. O IoT está mudando fábricas. Mais clientes esperam que as HMIs industriais funcionem como seus telefones celulares na forma como interagem com eles. Isso está levando a uma grande mudança na percepção de uma IHM industrial e como ela deve funcionar.

Beilke: IoT representa um aumento dramático no número de pontos de dados em uma máquina e fábrica com conectividade vertical alcançando em todo o número de dispositivos de campo. Com tecnologias como a Open Platform Communications Unified Architecture integrada em controles de máquina baseados em PC, é possível transmitir com segurança dados criptografados da máquina para a nuvem e para sistemas de nível empresarial. A capacidade de enviar dados para a nuvem também permite que os engenheiros integrem dispositivos como smartphones ou tablets, por exemplo, para monitorar remotamente a máquina e os dados de fabricação ou simplesmente levar a IHM a qualquer lugar.

Cone: Como IoT permeia o chão de fábrica, HMI tecnologia desempenha um papel importante na conexão de pessoas e dispositivos. Por essa razão, é imperativo que as HMIs ofereçam opções de visualização intuitivas e sejam facilmente conectadas em rede com outros componentes no chão de fábrica. As HMIs devem ser móveis e oferecer visibilidade em operações em áreas de difícil acesso. Comissionamento inovador e conceitos de serviço – incluindo diagnósticos do sistema – devem ser construídos.

Quais são os requisitos de sistema para HMI?

Bettes: As soluções HMI podem ser uma base de terminal autônoma ou distribuídas de forma justa para aplicações maiores. Este último pode envolver hardware de nível de servidor, um sistema operacional de servidor Microsoft e múltiplos nós para carregar o equilíbrio entre os requisitos do aplicativo.

Beilke: Requisitos para este tipo de sistema variam dependendo da aplicação, mas a tela geralmente implementa algum tipo de funcionalidade de toque, pois isso torna o HMI muito mais user-friendly; As funções do toque-tipo são geralmente muito familiares aos usuários. Pense em quantas vezes você utiliza operações com dois dedos em seu smartphone ou tablet. Este tipo de funcionalidade é cada vez mais esperado na interface da máquina; As experiências de eletrônicos de consumo acabam por temperar as expectativas da indústria eletrônica.

Qual é a curva de aprendizado para usar a IHM?

Beilke: Devido à aceitação geral de dispositivos inteligentes, como smartphone, tablet ou smartwatch, a curva de aprendizado é muito baixa para os usuários. Funcionalidade multi-touch é a segunda natureza para a maioria das pessoas hoje.

Onde você pode implementar HMI?

Beilke: HMI é implementado em qualquer indústria onde a intervenção humana com uma máquina ou dispositivo automatizado é necessário. Isto poderia ser em uma máquina, planta, edifício, ou mesmo um veículo. O nível de integração e sofisticação pode variar, mas a HMI pode ser adicionada a praticamente qualquer tipo de aplicativo.

Bettes: A HMI é amplamente utilizada na fabricação – desde a indústria automotiva até as indústrias farmacêuticas e alimentares altamente reguladas. As indústrias de processos usam fortemente as HMIs, como petróleo e gás, e operações de mineração nas quais muitos processos são gerenciados remotamente a partir de uma sala de controle.

A ascensão da Industry 4.0 e da Industrial Internet of Things tornou isso ainda mais fácil, já que podemos transformar nossos smartphones em uma forma de HMI móvel e tecnologia como smartwatches tornou a HMI acessível, aumentando a acessibilidade e facilidade de uso.

FONTE: Machinedesign

Blockchain: Entenda o que muda no mundo corporativo

O blockchain pode trazer uma série de benefícios para as empresas como redução de custos com segurança e infraestrutura e aumento da produtividade.

Atualmente, blockchain é considerada uma das tecnologias com maior potencial de inovação disruptiva existentes no mercado.

Antes, apenas utilizada como infraestrutura para as transações de bitcoin (moeda digital), a tecnologia tem chamado a atenção de companhias no mundo todo, sendo, inclusive, tema de estudos aprofundados por praticamente todas as instituições financeiras, além de empresas dos mais diversos segmentos de mercado.

Blockchain ainda é um assunto novo e também um tanto complexo. Já se fala que essa tecnologia mudará completamente o mundo como o conhecemos devido ao seu potencial revolucionário para gerar novas oportunidades de negócios.

O Blockchain é um tipo de banco de dados (um livro público) distribuído que permite armazenar os registros de todas as transações digitais, de forma permanente, anônima, descentralizada e à prova de violação.

Esses registros são feitos em blocos e uma vez que um bloco é concluído, ele é guardado na blockchain. Toda vez que um bloco é finalizado um novo é gerado a cada 10 minutos, em média. Existe um número incontável de blocos na blockchain que são conectados uns aos outros (como uma corrente) onde cada bloco contém uma referência para o bloco anterior.

Os blocos que compõem a blockchain contém hashes (funções matemáticas que permitem gerar um código ou assinatura única para qualquer documento digital) que interligam e indicam informações na base de dados. Assim, a tecnologia dispensa a necessidade de uma autoridade central, uma vez que distribui a responsabilidade da veracidade das informações com todos os integrantes da rede.

Dessa forma, a blockchain permite oportunidades em diversas áreas, sendo uma alternativa, por exemplo, para o setor público, atuando como fiscalizador contra corrupção, uma vez que pode substituir as atividades exercidas por cartórios, entre outras autoridades públicas.

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No universo corporativo, a blockchain pode trazer uma série de benefícios como redução de custos com segurança e infraestrutura; aumento da produtividade; geração de novos serviços; aumento da capilaridade e potencial de atendimento; e transparência das informações, frente ao governo e a sociedade.

Assim, é mais fácil imaginar as possibilidades da blockchain e como ela pode ser aplicada, tanto como tecnologia quanto conceito, no universo de gestão de processos (BPM) e documentos (ECM). Isso porque a partir do momento em que você armazena uma informação nesta rede, ela será perpétua, confidencial e impossível de ser alterada sem o conhecimento de todos os integrantes da cadeia.

Torna-se mais acessível financeiramente, qualquer empresa pode garantir a autenticidade e transparência das suas atividades, aperfeiçoa seus processos com maior agilidade às transações, bem como obter maior segurança e controle das informações, sem a necessidade de intermediação de terceiros, nem de um sistema centralizado.

Essa tecnologia já é considerada peça-chave para a chamada Indústria 4.0, que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e TI, como Internet das Coisas (IoT) e cloud computing.

Análise conjunta da Accenture com a McLagan

Nessa análise foi aplicado dados bancários reais e modelos operacionais para avaliar o potencial dos registros distribuídos.

A tecnologia de blockchain poderá reduzir em até 30% os custos de infraestrutura de oito dos dez maiores bancos de investimento do mundo, ou seja, de US$ 8 bilhões para US$ 12 bilhões em economia de custos anuais, segundo um novo relatório da Accenture.

As conclusões são do relatório “Banking on Blockchain: A Value Analysis for Investment Banks” e baseiam-se na análise de dados de custos de oito bancos, realizada pela McLagan, empresa do grupo Aon plc. A avaliação incluiu dados de mais de 50 métricas operacionais de custo, por meio da aplicação do modelo de Banco de Investimento de Alta Performance, da Accenture.

“As instituições de mercado de capital enfrentaram uma avalanche de pressões por receitas e custos de conformidade normativa nos últimos anos, levando-as a investir em tecnologias emergentes como alavanca para melhorar a rentabilidade,” destaca Richard Lumb, líder de serviços financeiros da Accenture. “Por meio desta análise inédita de dados reais de custo, aplicados aos nossos modelos operacionais da indústria, podemos traçar uma linha mais clara do valor potencial do blockchain para os bancos de investimento.”

David Treat, diretor executivo da prática de blockchain da Accenture, destaca: “Dado o enorme custo de reconciliação de dados que faz parte de todos os aspectos da indústria do mercado de capitais, não é nenhuma surpresa vermos uma quantidade significativa de investimento em blockchain. Mas, como acontece com qualquer tecnologia emergente, compreender o que esses investimentos podem produzir é um desafio. À medida que avançamos nas implementações de produção, os executivos de bancos precisarão de um claro roteiro para como e onde repensar suas estratégias e reformular seus modelos de operação, razão pela qual empreendemos este estudo inédito”.

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Historicamente, os bancos de investimento mantiveram de forma independente seus próprios bancos de dados de transações, informações de clientes e demais elementos. Para garantir a precisão e a integridade deste conteúdo, os bancos devem conciliar regularmente as informações, o que é um processo complexo, de mão de obra intensiva e, por vezes, propenso a erros.

As tecnologias de blockchain potencializam os avanços em software, comunicação e criptografia, que permitirão aos bancos de investimento migrar a manutenção de uma estrutura de banco de dados separada e fragmentada para um banco de dados compartilhado e distribuído, que abrange toda a organização.

O blockchain suporta um registro digital compartilhado das transações gravadas e verificadas na rede de participantes. Com a tecnologia, as transações residem em uma estrutura de dados inviolável, visível para todos e que fornece os níveis necessários de segurança e acesso para cada usuário.

De acordo com o relatório, áreas-chave da economia resultante do uso da tecnologia blockchain estavam em processos de middle-office e back-office. Por exemplo:

Relatório de finanças: os custos poderiam diminuir em até 70% como resultado da qualidade dos dados otimizados, transparência e controles internos;

Conformidade: os custos com conformidade poderiam cair entre 30% a 50%, devido à maior transparência e auditabilidade das operações;

Operações centralizadas: apoiar funções como “Conheça seu Cliente” e sua integração poderia trazer economias de 50% por meio do estabelecimento de processos mais eficientes para gerenciar identidades digitais e mutualizar os dados do cliente com segurança em múltiplos bancos;

Operações de negócios: como o apoio ao comércio, middle office, liberação, liquidação e investigações, também poderiam reduzir seus custos operacionais em 50%, diminuindo ou eliminando a necessidade de reconciliação, confirmação e análises de troca de moeda.

“Esta análise conjunta com a Accenture sugere que o blockchain possa alterar significativamente os parâmetros operacionais dos bancos de investimentos na próxima década,” avalia Chris Blain, sócio da McLagan. “A tecnologia representa um avanço potencialmente importante em um momento em que os principais bancos de investimento estão buscando inúmeras formas de reconstruir seu retorno sobre o patrimônio.”

 

Fonte: Computerworld